A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinou medidas protetivas para a família de Guilherme Moisés de Oliveira de Jesus, 26 anos. Ele morreu há cinco meses, durante uma ação da Brigada Militar em Uruguaiana, na Fronteira Oeste. Os policiais envolvidos no caso não poderão se aproximar de parentes dele.
Em paralelo, a Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (16) que concluiu na semana passada a investigação do caso, sem indiciamento de envolvidos. Não foram informados detalhes sobre a investigação, que apurava o fato como morte durante intervenção policial. O caso foi encaminhado ao Judiciário e será analisado pelo Ministério Público.
Os brigadianos afirmaram que Guilherme foi abordado por atitude suspeita, entrou na residência e teve um mal súbito durante a contenção. A Brigada Militar também diz que apreendeu cocaína, munições e uma arma na casa. A família de Guilherme contesta essa versão e afirma que o rapaz não estava na rua, que os policiais invadiram a moradia e que Guilherme foi agredido e morto de forma violenta.
A decisão 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determina que os policiais envolvidos na ocorrência não podem se aproximar dos familiares de Guilherme em distância inferior a 50 metros, nem manter contato com eles, seja pessoal, telefônico ou eletrônico.
A Justiça também determinou que não sejam realizadas rondas injustificadas, vigilância estática, permanência estratégica de viaturas ou quaisquer outros atos de caráter intimidatório nas proximidades da residência dos familiares, preservando-se a distância de cem metros.
A mãe de Guilherme, Sandra Helena Oliveira de Jesus afirma que a família acreditava vir sofrendo intimidações.
— Foi o primeiro passo dado, depois de cinco meses. Com as medidas eu tenho um certo alívio, mas também não me sinto segura. Minha casa foi invadida e meu filho, assassinado — diz a mãe.
O que diz a Brigada Militar
A Brigada Militar emitiu nota sobre o caso, na qual afirma que cumprirá a determinação:
"Em relação à medida protetiva concedida pelo Poder Judiciário, o 6º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar informa que cumprirá integralmente a determinação judicial, observando rigorosamente os limites e condições estabelecidos na decisão, sempre dentro dos princípios da legalidade que norteiam a atuação da Brigada Militar. Reforça-se, ainda, que as demais atividades operacionais da BM serão mantidas normalmente, respeitando a determinação judicial e adotando todas as medidas necessárias para a proteção da sociedade".
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◾️Fonte: Leticia Mendes | GZH
⌨️Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸Imagem: Reprodução internet
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