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Os criadores de raças de ovinos voltadas para lã têm motivos para comemorar. Com os estoques baixos em grandes produtores internacionais, como Autrália, China e Argentina, os preços da fibra estão em alta. Aumentos de até 70% em dois anos nas cotações incentivam a atividade no Rio Grande do Sul, principal Estado produtor de lã do Brasil.
Segundo os últimos dados do IBGE, em 2024, os ovinicultores gaúchos foram responsáveis por 93% dos 2,48 milhões de ovinos tosquiados para uso da lã no Brasil.
"Os preços subiram muito do ano passado pra cá. Em 2025, eu vendi a minha lã para uma malharia a R$ 32 o quilo. Agora em 2026, consegui a R$ 46", destaca Manoel Francisco Zirbes Rodrigues, proprietário da Cabanha Santa Camila, de Alegrete (RS).
Com um rebanho de 800 ovelhas, das raças Merino Australiano, Corriedale e Romney Marsh, Rodrigues consegue produzir em torno de 4 a 5 mil quilos de lã por ano. "É uma atividade que tem sido bastante rentável", destaca.
Na foto: Manoel Francisco Zirbes Rodrigues, proprietário da Cabanha Santa Camila, de Alegrete (RS); lã certificada gerou mais lucro para o criador de ovinos
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◾️ Texto: Marcelo Beledeli | Globo Rural
⌨️ Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸 Imagem: Arquivo pessoal