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O Serviço Nacional de Meteorologia da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês) confirmou nesta quinta-feira (11) a formação do El Niño no Pacífico tropical.
O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal, o que, no Brasil, pode gerar mais chuva na região Sul e seca no Norte e no Nordeste.
A previsão da NOAA é de que o El Niño se intensifique para um nível moderado ou forte durante o outono do hemisfério Norte – ou seja, quando ocorre a primavera no Brasil, que começa no final de setembro.
A NOAA estima 63% de probabilidade de um El Niño muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Especialistas da agência afirmam que, caso as projeções se confirmem, o fenômeno poderá rivalizar com alguns dos eventos climáticos mais intensos observados desde 1950.
El Niño
O El Niño ocorre quando a temperatura no Pacífico equatorial está 0,5ºC acima da média por vários meses consecutivos.
A confirmação do fenômeno já era aguardada por meteorologistas, que percebiam o aquecimento gradual da área oceânica nos últimos meses.
A NOAA também monitora a atmosfera sobre essa região do Pacífico buscando um padrão chamado "Circulação de Walker", um fluxo de ar massivo de leste para oeste impulsionado pelas diferenças de temperatura e pressão entre os oceanos quentes do oeste e os oceanos frios do leste.
Quando a Circulação de Walker se desfaz e a água mais quente se desloca para leste, em direção à América do Sul, o El Niño é declarado.
O episódio mais recente de El Niño foi registrado em 2024, quando a intensidade da chuva culminou na maior enchente da história do Rio Grande do Sul.
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📰 Texto: Isabella Sander | GZH
✍️ Edição: Dario Carvalho |Jornalista| Rádio Charrua
📸 Imagem: Ilustração Rádio Charrua | Banco de Imagem