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COLUNISTA | Marlon Alves: renda passiva é resultado, não ponto de partida
 

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O mês de junho começou trazendo uma agenda bastante movimentada para os investidores da Bolsa brasileira.

Segundo levantamento divulgado pelo InfoMoney, 34 empresas listadas na B3 realizarão pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio ao longo do mês, incluindo nomes como Petrobras, Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, TIM, Gerdau, Cemig e Assaí.

Para muitos investidores, esse é um período aguardado com expectativa. Afinal, é quando o patrimônio efetivamente começa a gerar renda.

Mas existe uma reflexão importante que costuma passar despercebida.

Os dividendos que entram na conta em junho não foram construídos em junho.

Eles foram construídos anos antes.

Quando observamos grandes pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira, encontramos empresas que possuem algo em comum: geração consistente de caixa, posição competitiva forte, disciplina financeira e capacidade de atravessar diferentes ciclos econômicos.

A Petrobras, por exemplo, realizará pagamento de R$ 0,3131 por ação para investidores posicionados na data-base definida pela companhia. Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e diversas outras empresas também aparecem entre os destaques da agenda deste mês.

O que muitas vezes não fica evidente é que esses pagamentos representam apenas a etapa final de um processo muito maior.

Antes do dividendo existe o lucro.

Antes do lucro existe a geração de receita.

Antes da receita existe a capacidade da empresa de criar valor para clientes, investidores e mercado.

Por isso, investidores experientes raramente escolhem ativos apenas pelo dividendo anunciado.

Eles analisam a qualidade da empresa capaz de sustentar esses pagamentos ao longo do tempo.

Essa distinção é importante porque dividendos elevados nem sempre significam bons investimentos.

Existem empresas que distribuem grandes volumes de recursos em determinados anos, mas não conseguem manter essa capacidade de forma recorrente.

Por outro lado, existem companhias que aumentam seus proventos gradualmente durante décadas, criando um efeito extremamente poderoso para quem investe com visão de longo prazo.

O próprio mercado costuma reforçar essa percepção.

Discussões frequentes entre investidores mostram que o foco excessivo apenas no dividendo pode ser um erro. Muitos investidores experientes defendem que o mais importante continua sendo a capacidade da empresa de gerar lucro crescente e sustentável ao longo dos anos.

E isso nos leva a uma segunda reflexão.

Muitas pessoas enxergam dividendos como uma estratégia de renda.

Mas, na prática, dividendos são uma consequência.

A consequência de um patrimônio bem construído.

A consequência de investimentos realizados com disciplina.

A consequência de anos de reinvestimento.

A consequência da paciência.

Quando alguém observa uma carteira gerando dezenas de milhares de reais por ano em dividendos, normalmente está olhando para o resultado final de uma jornada que começou muito antes.

Não existe atalho.

Existe acumulação.

Existe reinvestimento.

Existe tempo.

Por isso, a agenda de dividendos de junho talvez seja mais do que uma simples lista de pagamentos.

Ela serve como um lembrete importante de que o verdadeiro objetivo do investidor não deveria ser apenas receber dividendos.

O objetivo deve ser construir ativos capazes de gerar renda de forma consistente, previsível e crescente ao longo dos anos.

Porque, no final, os dividendos que chegam à conta são apenas a manifestação visível de algo muito mais importante:

um patrimônio que aprendeu a trabalhar sozinho.


*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.⁣

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◾️Fonte: Marlon Alves | Assessor de Investimentos | Bacharel em Administração | Agente Autônomo de Investimentos - ANCORD

⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua

📸 Imagem: Marlon Alves | Arquivo Pessoal







Colunistas | 03/06/2026 | 11:48
 
 
 
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