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Com o reajuste anual nos preços dos medicamentos no Brasil, que passa a valer no dia 1º de abril, cresce a importância de estratégias que o consumidor pode colocar em prática para economizar.
A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) definiu que o aumento ficará entre 1,13% e 3,81%.
Pequenas atitudes de consumo podem fazer diferença no longo prazo, explica o professor Gustavo Frio, da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Exemplo disso é se cadastrar em programas de desconto de laboratórios.
— Um desconto de R$ 50 em um remédio caro que é comprado todo mês gera uma economia de R$ 600 no final do ano — ilustra.
Como economizar com remédios
Veja dicas do professor Gustavo Frio, da PUCRS:
Fazer pesquisa de preços entre farmácias diferentes
Conferir as farmácias de bairro, que oferecem boas condições de preço
Antecipar a compra dos medicamentos
Pesquisar a possibilidade de retirar os remédios por meio do programa Farmácia Popular do governo federal
Verificar se o plano de saúde subsidia uma parte dos medicamentos na hora da compra
Cadastrar-se em programas de descontos de laboratórios
Perguntar ao atendente da farmácia se há alternativas para obter mais desconto
Fazer uma tabela de quanto se paga pelos medicamentos
Medicamentos que não devem sofrer reajuste
Conforme estabelece a Lei 10.742, de 2003, determinadas classes de medicamentos não precisam seguir o reajuste.
Dessa maneira, fitoterápicos, homeopáticos e remédios isentos de prescrição de alta concorrência no mercado — aqueles que não precisam de receita médica para serem vendidos em farmácias e drogarias — não devem sofrer reajustes.
Descontos em dias especiais
O diretor-executivo do Grupo Panvel, Roberto Coimbra, afirma que o reajuste nas lojas da rede será repassado apenas para os medicamentos que sofreram o aumento anual:
— Não tem por que, em função de uma virada de calendário, aumentar para o consumidor preços que não sofreram aumento de custo.
Coimbra sugere ao consumidor antecipar a compra de medicamentos para assegurar os valores atuais:
— Às vezes, por causa de uma semana, a pessoa pega o preço antes do reajuste e garante o tratamento por mais um ou dois meses.
Ele acrescenta que há convênios com empresas e descontos em dias especiais em determinadas categorias de medicamentos:
— Há muitos anos, fazemos uma campanha para reunir as melhores condições de preços nos produtos genéricos. Muitos entram com uma condição melhor naquele dia.
Ajuste dos estoques
Outra rede, a Agafarma, diz em nota que o reajuste anual "é um movimento regulado e esperado pelo setor".
Pensando nesse cenário, a empresa informa que realiza todos os anos, no mês de março, a Mega Feira Agafarma para criar "uma oportunidade estratégica para antecipação das compras e ajuste dos estoques das lojas antes da entrada em vigor dos novos preços".
A Agafarma acrescenta que comunica previamente os clientes sobre os reajustes por meio de diferentes canais para permitir que possam se planejar.
"É importante destacar que esse reajuste é determinado por órgão regulador", diz a nota. "Sendo assim, inevitavelmente precisa ser repassado ao consumidor, pois as lojas não conseguem absorver esses custos por muito tempo, em função do risco de comprometer a sustentabilidade da operação."
Farmácias independentes
Já a Farmácias Associadas afirma, também em nota, que suas unidades "praticam os valores mais convenientes para a sua competitividade, pois são independentes" e que a rede não controla a precificação de cada uma.
O texto explica que a Farmácias Associadas "funciona com o modelo do associativismo, que permite às farmácias independentes manterem sua autonomia, mas com as vantagens competitivas de uma grande rede: negociação conjunta, marketing cooperado, acesso a tecnologias e inteligência de mercado".
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📰 Fonte: André Malinoski / GZH
✍️ Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua (@jornalistadario)
📸 Imagem: Ilustração Rádio Charrua / Banco de Imagem