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Por Marlon Alves
Bacharel em Administração;
Agente Autônomo de Investimentos - ANCORD;
Assessor de Investimentos.
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Janeiro de 2026 foi um mês marcante para os mercados, com destaque absoluto para os ativos brasileiros. Em um cenário global ainda carregado de incertezas, especialmente nos Estados Unidos, o Brasil acabou se consolidando como um dos principais destinos do capital internacional no início do ano.
Principais desempenhos no mês
Ibovespa (ações brasileiras): +12,56%
Ouro: +8,41%
Fundos Imobiliários (IFIX): +2,27%
CDI: +1,16%
Poupança: +0,67%
S&P 500 (ações americanas): -2,11%
Dólar: -4,39%
Bitcoin: -8,09%
O grande destaque do mês foi a forte valorização do mercado acionário brasileiro, com o Ibovespa subindo quase 13%, desempenho que superou inclusive ativos tradicionalmente defensivos, como o ouro. Esse movimento mostra que, em determinados momentos do ciclo econômico, ativos de risco e ativos de proteção podem caminhar juntos, dependendo do contexto macroeconômico e do fluxo de capital global.
Fluxo internacional favoreceu o Brasil
O principal motor desse movimento foi o forte ingresso de capital estrangeiro, estimado em cerca de R$ 23 bilhões apenas em janeiro. Esse fluxo foi impulsionado pela redução da exposição de investidores globais ao mercado americano, diante de incertezas sobre crescimento, política monetária e valuation, e pela busca por mercados emergentes, commodities e ativos reais.
Dentro desse contexto, o Brasil se destacou por combinar:
Taxa de juros elevada, com a Selic em 15%,
Expectativa de início do ciclo de cortes ao longo de 2026, possivelmente já a partir de março,
Valorização do real,
Sinais de inflação mais controlada,
E um mercado acionário ainda negociando a múltiplos considerados atrativos em termos históricos.
Setores ligados a commodities, mineração, siderurgia e petróleo tiveram desempenho expressivo, refletindo tanto o cenário externo quanto fatores domésticos favoráveis.
Volatilidade segue no radar
No final do mês, houve uma realização pontual nos mercados, especialmente após novas sinalizações do Federal Reserve, reforçando que o cenário global ainda exige cautela. No entanto, o saldo de janeiro permanece claramente positivo, e a leitura predominante é de que esse movimento não se trata apenas de um rali técnico de curto prazo, mas sim de uma realocação mais estrutural de portfólio por parte de investidores globais.
Visão para frente
O cenário segue construtivo, mas seletivo. A atenção dos mercados permanece voltada para:
Os próximos passos do Federal Reserve,
A condução da política monetária no Brasil,
E a evolução dos indicadores fiscais e inflacionários.
Mesmo após a forte valorização recente, o mercado brasileiro ainda apresenta valuation atrativo, especialmente para investidores com horizonte de médio e longo prazo, reforçando a importância de uma alocação bem diversificada e alinhada aos objetivos de cada investidor.
*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.
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◾️Fonte: Marlon Alves / Assessor de Investimentos
⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸 Imagem: Marlon Alves / Arquivo Pessoal