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Professores da Unipampa de Alegrete e Uruguaiana estão entre os pesquisadore mais influentes do mundo
 

Dois professores da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) integram o ranking Worlds Top 2%, levantamento divulgado anualmente pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, em parceria com a empresa SciTech e a editora científica Elsevier, classificando os pesquisadores mais influentes do mundo. 


Felipe Bovolini Grigoletto, do Campus Alegrete, e Daiana Silva Ávila, do Campus Uruguaiana, são mencionados na lista na qual figuram apenas 2% dos pesquisadores do mundo. 


A avaliação leva em conta dois quesitos, principalmente: o impacto do pesquisador ao longo de sua carreira e as citações em trabalhos feitos no decorrer do ano anterior. 


Para Daiana Ávila, estar nessa lista significa que o trabalho que ela e sua equipe desenvolvem no Pampa está sendo usado como referência por outros pesquisadores.


- Isso indica a qualidade técnico-científica e relevância do trabalho que realizamos no Grupo de Pesquisa em Bioquímica em Bioquímica e Toxicologia em Caenorhabditis elegans. Me dá muito orgulho saber que todo o trabalho e dedicação do nosso grupo estão atingindo outros grupos de pesquisa. Não vejo isso como um reconhecimento pessoal, mas sim um resultado do grupo, dos nossos colaboradores, dos alunos. É um grande estímulo para seguir trabalhando pela Unipampa e pelos alunos que passam pelo laboratório. Mesmo nas adversidades, como o incêndio no nosso laboratório em 2023, que só agora em outubro retornaremos, o grupo resistiu, se adaptou a um novo ambiente não muito adequado e seguiu produzindo ciência de qualidade -, afirma Daiana, que também integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica do Campus Uruguaiana e chefia a Divisão de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Proppi).


Liderado por Daiana, o Grupo de Pesquisa em Bioquímica em Bioquímica e Toxicologia em Caenorhabditis elegans, utiliza um modelo alternativo ao uso de mamíferos, o nematóide Caenorhabditis elegans. É um modelo bem aceito e com alta homologia genética com humanos. Com a disponibilidade de mutantes, é possível fazer estudos de mecanismos e é possível mimetizar sintomas de doenças humanas, como Parkinson, Alzheimer e até câncer. Como é um organismo que vive no ambiente, pode ser usado para avaliar agentes tóxicos que causam impacto ambiental, como pesticidas. 


O laboratório atua em duas linhas de pesquisa: Toxicologia Ambiental, avaliando novos nanopesticidas, solventes que causam poluição ambiental, metais neurotóxicos; e Bioquímica Farmacêutica, avaliando produtos naturais, nanofármacos e novos compostos organocalcogênios.


Também mencionado na lista do Worlds Top 2%, Felipe Bovolini Grigoletto é docente da área de Engenharia Elétrica da Unipampa Campus Alegrete desde 2013, atuando na área de modelagem, controle e modulação de conversores estáticos para processamento de energia oriunda de fontes renováveis. 


Atualmente, Felipe é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE) da Unipampa e integra o Laboratório de Processamento de Energia e Controle (LaPEC). 


Para Felipe, foi muito gratificante receber a notícia de estar listado entre os 2% dos pesquisadores mais citados no ano. Segundo ele, a conquista é resultado do esforço conjunto entre professores e alunos ao longo dos últimos anos e demonstra o grande potencial das pesquisas realizadas na Unipampa. Mais do que um simples número, Felipe vê esse reconhecimento como um incentivo para continuar trabalhando e divulgando o nome da Unipampa no cenário científico mundial.




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◾️Fonte: Sofia Viero Sorgetzt / Ascom Unipampa

⌨️ Editado por Dario Carvalho / Rádio Charrua⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣

📸 Imagem: Reprodução via Rede Social Unipampa





Educação | 08/10/2025 | 16:07
 
 
 
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