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Um pouco de história
 
 
No final da década de 30, o rádio ainda era uma novidade no Rio Grande do Sul e no país. Existiam apenas três emissoras funcionando na capital e uma em Pelotas. Instalar uma emissora em Uruguaiana parecia uma aventura. Mas Juan Izidro Cobelli, argentino, funileiro de profissão, e há muitos anos radicado na fronteira, não se satisfazia com o serviço de alto-falantes que espalhara por diversos pontos da cidade.

Queria mais. Pretendia trabalhar com um veículo que pudesse atingir o interior do município e toda a comunidade. Assim impossibilitado de ter uma rádio vendeu sua ideia a um grupo de uruguaianenses que se solidarizarão com a iniciativa e constituíram a Sociedade Rádio Charrua Ltda como constam nos documentos acertados nos documentos da época. Sendo assim, no dia 20 de setembro de 1936, usando um transmissor de 100 wats, comprado de segunda mão, um microfone Telefunken, hoje considerado uma preciosidade histórica, e um toca discos, Juan Cobelli colocou no ar a gravação de “Tai” um dos grandes sucessos de Carmem Miranda, fazendo a primeira transmissão da Rádio Charrua. 
 
Um marco na história da radiofusão gaúcha, uma vez que se tornou a quinta emissora do Estado, a segunda do interior e a primeira da fronteira oeste.
 
Junto com o nascimento da Rádio Charrua surgia também a idéia de um serviço pioneiro e permanente à comunidade no Estado: a transmissão dos comunicados para o interior do Município e para outras cidades, que ainda hoje tem grande importância e audiência na zona rural; com um preço acessível e em horários determinados, os moradores dos distritos avisam parentes e amigos sobre viagens, doenças e negócios. A Charrua torna-se assim um veículo não só voltado para o entretenimento mas também para a utilidade pública.
 
Em novembro de 1936, funcionando há um mês, a Charrua recebe do Ministério de Viação e Obras Públicas autorização para funcionar em caráter experimental, transmitindo duas horas por dia. Entusiasmado, Juan Cobelli, tratou de equipar a emissora. Em apenas um ano, a rádio já dispunha de 364 discos de 78 rpm, o que lhe permitia uma grande variedade na programação. Em 1939, com o andamento da Segunda Guerra Mundial e por ser estrangeiro, o governo suspende as atividades da rádio. Juan Cobelli não se dá por vencido, e sem desistir de manter a emissora, reúne sete sócios formando a Rádio Charrua S.A . A 7 de setembro de 1941 o então atual presidente da República, Getúlio Vargas, autoriza pela portaria número 561 outra vez o seu funcionamento. Às 16 horas do dia 2 de abril de 1941, a Charrua volta ao ar, trocando seu antigo prefixo, ZYK 8, pelo ZYC 6.
 
Com o surgimento das rádios novelas na década de 40, a Charrua monta a sua própria equipe de rádio-teatro, e durante vários anos, novelas escritas, produzidas e apresentadas por uruguaianenses obtém enorme audiência e lotam o seu auditório.
 
Com a programação ampliada para todo dia e com um novo transmissor de 500 Watts a rádio foi transferida, em 1962, para sua sede própria, especialmente construída com dois estúdios e um salão-auditório com 320 lugares. Em 1976 ao completar 40 anos, já como Rádio Charrua Ltda, ZYK 316, a emissora adquire um transmissor de 1 quilowatt e nova mesa de som, ampliando sua penetração e melhorando a sua qualidade.
 
Em 12 de junho de 1985 foi fundada a Charrua FM. Atualmente a rádio AM dispõem de um transmissor de 5 quilowatt e um transmissor reserva com 1000 watts, ambos importados e transistorizados, link de ligação estúdio-transmissor e estúdios AM/FM, e gravação totalmente informatizados.
 
Com uma programação variada visando a agradar o público, a Rádio Charrua mantém liderança de audiência em Uruguaiana. Com um grande número de ouvintes em toda sua área de penetração, tem obtido a preferência dos anunciantes locais e das principais agências de propaganda de todo país. 
 
Além de Uruguaiana, ela também é ouvida em Alegrete, Itaqui, Barra do Quaraí, Quaraí, São Borja, São Luiz Gonzaga e mais a Província de Corrientes, na Argentina e no norte do Uruguai.
 
De um simples sistema de alto-falantes espalhados pela cidade, ao seu nascimento, a Rádio Charrua ultrapassou os sonhos mais otimistas de seu fundador, Juan Izidro Cobelli, mas não perdeu a sua característica mais marcante: a de rádio ligada a comunidade interessada em prestar serviço público aos seus ouvintes. Respeito ao anunciante e ao ouvinte. Este é o compromisso de qualidade que a CHARRUA oferece ao mercado através das suas emissoras AM e FM, perfeitamente segmentadas oferecendo lazer e informações sérias.
 
 
 

 
 
 
Alguns dos nossos parceiros
 
 
     
             
Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e  Televisão.
 
Associação Brasileira de  Emissoras de Rádio  e Televisão.
 
Sindicato das Empresas  de Radiodifusão no estado do Rio Grande do Sul.
 
Afiliada da Rede Gaúcha Sat de comunicações.