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Maternidade não exige perfeição, exige presença - Por Alessandra Martins Loreto Mestre em Saúde Materno Infantil
 

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A maternidade, sob o olhar de uma enfermeira mãe, é um encontro profundo entre ciência e afeto. É compreender, na prática e na alma, aquilo que  Winnicott, pediatra e psicanalista inglês descreveu como a construção do vínculo seguro entre mãe e bebê.

Antes de ser técnica, protocolo ou rotina, maternar é presença. É o colo que acalma, o olhar que sustenta e a escuta silenciosa que comunica amor mesmo sem palavras. Winnicott dizia que "não existe bebê sem mãe", porque o desenvolvimento emocional da criança acontece dentro dessa relação de cuidado suficientemente boa - não perfeita, mas verdadeira, sensível e disponível.

Como enfermeira, aprendi a reconhecer sinais clínicos, interpretar dores e orientar famílias. Mas foi sendo mãe que compreendi que algumas necessidades não cabem em manuais.

O bebê precisa de toque, de aconchego, de alguém que o faça sentir-se seguro no mundo. E a mãe também precisa ser cuidada, acolhida e validada em suas fragilidades.

A maternidade atravessa a gente em muitos níveis.

No emocional, no físico, no mental. Ela muda a rotina, a identidade, a forma de enxergar o mundo e a si mesma.

Por trás de cada puérpera existe uma mulher tentando se reencontrar em meio às mudanças físicas, emocionais e sociais. O cuidado humanizado nasce justamente dessa capacidade de compreender a dor e a beleza da maternidade real.

*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.⁣

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◾️Fonte: Alessandra Martins Loreto | Enfermeira COREN/ RS 072.5570  | Especialista em Saúde da Família | Mestre em Saúde Materno Infantil

⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua

📸 Imagem: Alessandra Martins Loreto / Arquivo Pessoal





Opinião | 11/05/2026 | 18:32
 
 
 
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