O modelo do Centro Europeu (ECMWF), atualizado agora em maio, aponta um aquecimento ainda mais intenso no Pacífico, colocando o fenômeno no nível dos eventos mais fortes já registrados.
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Esse aquecimento acelerado está ligado ao aumento de calor nas águas do oceano, impulsionado por mudanças nos ventos e por uma grande massa de água quente em profundidade, conhecida como Onda Kelvin. Esse calor deve subir à superfície nas próximas semanas, fortalecendo rapidamente o El Niño.
A tendência é que o fenômeno se forme antes do habitual, já entre maio e junho, e ganhe força durante o inverno, com pico entre a primavera e o início do verão. Os maiores impactos devem ocorrer entre setembro e novembro.
No Brasil, os efeitos variam por região. No Norte e Nordeste, o cenário é de menos chuva, mais calor e risco de seca e queimadas. No Centro-Oeste e Sudeste, as temperaturas devem ficar acima da média, com episódios de calor intenso.
Já no Sul, o El Niño costuma trazer mais chuva, aumentando o risco de enchentes, temporais e até ciclones, especialmente entre o inverno e a primavera.
📰 Fonte: Rádio Charrua
📸 Imagem: Rádio Charrua