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OPINIÃO| Alessandra Martins Loreto: perda gestacional exige acolhimento humanizado e destaca papel da enfermagem no luto materno
 

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A perda gestacional é uma experiência profundamente dolorosa, muitas vezes vivida em silêncio. No olhar do enfermeiro, esse momento vai além do cuidado técnico: é um encontro com a dor, com o luto e com a necessidade de acolhimento humano e sensível.

Como profissionais da enfermagem, somos frequentemente os primeiros a estar ao lado da mulher e de sua família diante dessa perda. Nosso papel envolve não apenas a assistência física, mas também a escuta ativa, o respeito ao tempo do luto e a validação dos sentimentos — sejam eles de tristeza, culpa, vazio ou até mesmo negação.

É fundamental compreender que cada perda é única. Não existem palavras prontas, mas há presença, empatia e cuidado. 

Também é papel do enfermeiro orientar sobre os aspectos clínicos, sem desconsiderar o impacto emocional. Humanizar o cuidado é reconhecer que, mesmo quando a gestação se interrompe, o vínculo, os sonhos e o significado daquela vida permanecem.

Falar sobre perda gestacional é romper o silêncio e construir um espaço de acolhimento. Que possamos, enquanto enfermagem, seguir cuidando com ciência, mas, sobretudo, com sensibilidade e respeito à dor do outro.


*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.⁣

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◾️Fonte: Alessandra Martins Loreto | Enfermeira COREN/ RS 072.5570  | Especialista em Saúde da Família | Mestre em Saúde Materno Infantil

⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua

📸 Imagem: Alessandra Martins Loreto / Arquivo Pessoal





Opinião | 14/04/2026 | 18:37
 
 
 
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