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OPINIÃO| Cabelo caindo muito? Pode ser um alerta do corpo de que algo não vai bem - Por Renata Fontes | Médica Dermatologista
 

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Quem nunca se assustou ao ver mais fios no travesseiro, no ralo do banho ou na escova? A queda de cabelo gera preocupação imediata — e com razão. Mas nem toda queda significa calvície. Uma das causas mais comuns é o eflúvio telógeno, uma condição temporária e reversível que funciona como um “alerta” do nosso corpo. O cabelo, muitas vezes, responde antes mesmo de percebermos que algo nos afetou profundamente.


O que é eflúvio telógeno?

Nosso cabelo passa por três fases: crescimento, transição e queda. Normalmente, perdemos entre 50 e 100 fios por dia. No eflúvio telógeno, um número maior de fios entra simultaneamente na fase de queda — geralmente dois a três meses após um evento desencadeante.


E aqui está um ponto importante: a queda não acontece no momento do estresse, mas semanas depois. Isso faz com que muitas pessoas não associem causa e efeito. O cabelo é sensível ao que vivemos física e emocionalmente.


O que pode desencadear?

• Estresse emocional intenso

• Cirurgias ou internações

• Infecções e febre alta

• Pós-parto

• Dietas restritivas ou deficiência de ferro

• Alterações hormonais


Curiosidades que pouca gente sabe:

• É temporário na maioria dos casos. O fio volta a crescer após a normalização do organismo.

• Não causa falhas isoladas. A queda costuma ser difusa, no couro cabeludo todo.

• Pode acontecer após emagrecimento rápido. Dietas muito restritivas impactam diretamente o ciclo capilar.

• Pós-Covid aumentou os casos. Muitas pessoas relataram queda acentuada meses após a infecção.

• Cortar o cabelo não resolve. A raiz é quem determina o problema, não o comprimento do fio.


Quando se preocupar?

Se a queda persiste por mais de seis meses, se há afinamento progressivo ou histórico familiar de calvície, é importante investigar outras causas associadas. Nem toda queda é eflúvio — e o diagnóstico correto evita tratamentos desnecessários.


Informação gera tranquilidade

O maior sofrimento no eflúvio telógeno é o medo de “ficar careca”. Mas entender que se trata de uma resposta temporária do organismo traz alívio. O tratamento envolve identificar e corrigir a causa, ajustar alimentação, controlar o estresse e, quando necessário, usar terapias específicas para estimular o crescimento.


Cabelo também é saúde. Ele reflete nossos excessos, nossas carências e até nossas emoções.


Escutar o que o corpo sinaliza é o primeiro passo para recuperar não só os fios — mas o equilíbrio.


*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.⁣

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◾️Fonte: Renata Fontes | Médica Dermatologista | Mestre em Dermatologia pela CEU - Espanha | Titular da SBD CRM-RS 27263 / RQE 46841

⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua

📸 Foto: Renata Fontes / Arquivo Pessoal




Opinião | 14/03/2026 | 10:15
 
 
 
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