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É impressionante a cifra de R$ 54 bilhões da nova operação da Polícia Federal (PF) que investiga fraude na Americanas. Está disputando com o escândalo do Banco Master, estimado já em mais de R$ 57 bilhões.
Lá em 2023, quando estourou a manobra contábil, a Americanas chegou a admitir que o rombo superava R$ 20 bilhões. A varejista depois enxugou operações e entrou em recuperação judicial, processo do qual tenta sair e que já mostrou que o prejuízo era muito maior do que isso.
Os bilhões de agora são o que a Justiça autorizou sequestrar dos bens dos alvos da nova fase da operação, pois seria esse o montante do prejuízo. São acionistas e executivos ligados à empresa e a bancos que sabiam das fraudes. O que ganhavam? Bônus milionários para agirem ou fazerem vista grossa.
Eram inflados artificialmente os lucros da empresa. Dívidas eram ocultadas e balanços manipulados. Quando explodiu, investidores e fornecedores perderam dinheiro.
A operação de hoje diz que as fraudes estão relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), sem lastro contábil. O risco sacado é quando o banco antecipa o pagamento ao fornecedor e depois recebe da empresa que comprou. Registrada de forma errada, reduz a percepção de endividamento financeiro.
Já o VPC é quando o fornecedor ajuda a pagar campanhas de marketing da varejista. No caso da Americanas, as operações teriam sido registradas em momento e valores errados no balanço, que é a principal ferramenta de monitoramento das atividades e saúde financeira de uma empresa.
Ou seja, manipulação de contabilidade e de mercado. Lembrando que a Americanas tem capital aberto, com ações negociadas na bolsa de valores de São Paulo.
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◾️Fonte: Giane Guerra | GZH
⌨️Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸Imagem: Reprodução internet