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Nos processos educativos, muitas vezes, acreditamos que o comportamento das crianças é moldado apenas pelo que dizemos ou fazemos. No entanto, estudos na área do desenvolvimento humano indicam que não são apenas as ações em si que educam, mas os sentimentos que as acompanham. É por meio dessa vivência emocional que a criança interpreta se é aceita, valorizada e pertencente ao meio.
Partindo dessa compreensão, a Disciplina Positiva, proposta por Jane Nelsen (2015), amplia o olhar sobre a educação. Em vez de focar exclusivamente na correção de comportamentos, a abordagem propõe fortalecer vínculos e desenvolver habilidades socioemocionais, equilibrando firmeza e gentileza nas interações com a criança.
Quando olhamos para o comportamento infantil a partir dessa perspectiva, torna-se possível compreender que atitudes desafiadoras não surgem ao acaso. Pelo contrário, elas costumam ser formas de expressões de necessidades internas não atendidas.
Segundo Chapman e Campbell (2017) somente a criança que se sente genuinamente amada e cuidada consegue manifestar o que há de melhor em si mesma.
Essa ideia tem base na Psicologia Individual de Alfred Adler, que afirma que o ser humano é essencialmente social e orientado por sua necessidade de conexão.
Dessa forma, antes de corrigir, é necessário compreender. É nesse ponto que a mudança de postura do adulto se torna fundamental: substituir ordens por perguntas é uma estratégia eficaz. Ao perguntar, o adulto convida a criança à reflexão, favorecendo o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade — aspectos fundamentais do aprendizado significativo, como também destaca Lev Vygotsky ao enfatizar o papel das interações sociais na construção do conhecimento.
A Disciplina Positiva propõe um equilíbrio entre gentileza e firmeza – respeito à criança e as suas emoções e clareza e consistência nos limites.
Esse equilíbrio favorece um ambiente seguro, onde a criança aprende que pode ser acolhida sem que as regras deixem de existir.
Práticas como reuniões familiares, resolução conjunta de problemas e uso dos erros como oportunidades de aprendizagem fortalecem esse processo.
O desenvolvimento da autoestima está diretamente relacionado à forma como a criança é tratada em seus erros e acertos. Quando o adulto promove reflexão em vez de punição, contribui para a construção de uma autoimagem positiva.
Um dos princípios mais importantes da Disciplina Positiva é que a conexão vem antes da correção. Quando a criança se sente vista, ouvida e valorizada, ela se torna mais aberta à orientação do adulto. Assim, a cooperação deixa de ser imposta e passa a ser construída.
Educar, portanto, não é apenas corrigir comportamentos, mas formar indivíduos conscientes, responsáveis e emocionalmente saudáveis.
*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.
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◾️Fonte: Patrícia Dornelles Belasquem | Graduada em Matemática: Licenciatura Plena;Pós-graduada em Psicomotricidade | Neuropsicopedagoga: Especialista em Educação Especial Inclusiva | Psicopedagoga: Institucional e clínica | Terapeuta ABA | Especialista em Análise do Comportamento Aplicada.
⌨️ Editado por Dario Carvalho / Rádio Charrua (@jornalistadario)
📸 Imagem: Patrícia Dornelles Belasquem / Arquivo Pessoal