Fonte de dados meteorológicos: Wettervorhersage 30 tage
Agronegócio Carnaval Educação Esportes Expointer Geral Obituário Opinião Policia Politica Rio Uruguai Turismo Uruguaiana
Santos x Fluminense: onde assistir ao vivo, horário e escalações pelo Brasileirão | Inter x Mirassol: onde assistir ao vivo, horário e escalações pelo Brasileirão | Atendimento cresce e Policlínica Infantil de Uruguaiana registra quase 4 mil consultas no trimestre | Prefeitura de Uruguaiana instala novas paradas de ônibus em pontos estratégicos da cidade | Rádio Charrua informa: obituário de Uruguaiana com registros de falecimentos | Parceria entre Rotary Club de Uruguaiana Leste, Casa Terapêutica Bem Querer e Prefeitura amplia educação inclusiva em Uruguaiana | Uruguaiana reforça orientações sobre uso de rotatórias para aumentar segurança no trânsito | Profissionais da segurança foram homenageados em solenidade alusiva a “Tiradentes” | “Legislativo em Debate” coloca em pauta o comércio de Uruguaiana | Atendimento cresce e Policlínica Infantil de Uruguaiana registra quase 4 mil consultas no trimestre | | | |
 
 
 
 
 
180 anos de Uruguaiana: Chácara Casa Velha e a trajetória de Eliane e Aldemar Rezes na Feira da Comunidade
 

👉Oferecimento

⁣⁣⁣@sorrifacil_uruguaiana⁣⁣⁣

@planalto.transportes⁣⁣⁣

@marka_imoveis

@unimeduruguaiana⁣⁣⁣

@magicimplantesuruguaiana⁣⁣⁣

@guimaraessolucoes⁣⁣

⁣⁣

▪️▪️▪️⁣⁣

Quando a maior parte da cidade ainda repousa sob o silêncio da madrugada, a rotina na Chácara Casa Velha já está em movimento. São 05h30 da manhã. A luz ainda é tímida no horizonte lá da região da Chácara do Sol, na União da Vilas, mas na propriedade da família rezes o dia não espera o sol.


Antes mesmo de qualquer tarefa começar, há um padrão que inaugura o dia na Chácara Casa Velha: o café da manhã. Mas não se trata de um café apressado ou qualquer. É um momento que traduz, em mesa posta, tudo aquilo que a terra oferece.


A mesa é farta. Os ovos ainda guardam o calor do galinheiro, coletados poucos minutos antes. A gema é firme, vibrante, quase dourada demais para parecer comum. O leite, tirado da vaca ao amanhecer, chega espesso, com o perfume característico do campo fresco, aquecido lentamente no fogão, há geleias para todos os gostos de figo, de laranja, de morango, cada uma carregando a doçura da fruta colhida no tempo certo e produzido ali,


E o pão.


O pão caseiro novinho, de casca crocante e interior macio, sai do forno ainda exalando vapor. O aroma invade a cozinha e se mistura ao cheiro do café passado na hora, forte, encorpado, daqueles que despertam não apenas o corpo, mas a disposição para o dia inteiro.


“É tudo daqui”, comenta Eliane com naturalidade, como quem descreve algo simples. “A gente senta na mesa e sabe exatamente de onde veio cada coisa.”


Enquanto o sol começa a tocar os galpões e os pastos, Seu Aldemar já se levanta da mesa para conferir os primeiros afazeres. No seu ritmo, sem pressa, mas com compromisso. A rotina chama. Animais precisam ser cuidados, produtos precisam ser selecionados, etapas precisam ser organizadas.


“Tudo o que vai para a feira passa pelas nossas mãos”, relata Eliane. “Não é só produzir. É acompanhar, cuidar, selecionar, garantir que esteja do jeito que a gente gostaria também de receber.”


Aqui podemos ver a essência da agricultura familiar. Uma produção que nasce do vínculo direto com a terra, do trabalho compartilhado entre marido e esposa, da persistência que atravessa dias de calor intenso, madrugadas frias e semanas de preparo contínuo.


A feirinha da praça: mais que comércio, um símbolo da cidade


Desde 2017, a Feira da Comunidade Uruguaianense, carinhosamente chamada pelas pessoas de Uruguaiana de Feirinha da Praça, deixou de ser apenas um espaço de venda direta. Se tornou um dos pontos mais lembrados e frequentados de Uruguaiana aos domingos.


O que antes poderia ser visto apenas como uma alternativa de comercialização transformou-se em um verdadeiro ponto de encontro. A praça ganha movimento logo nas primeiras horas da manhã com famílias que circulam, turistas que registram fotografias, moradores tradicionais que fazem da feira um compromisso semanal. Entre aromas, cores e conversas, Uruguaiana experimenta algo que vai além da compra e venda.


Mas cada banca montada carrega uma história anterior ao domingo.

Carrega dias de trabalho invisível.

Carrega escolhas, planejamento, investimento e esperança. E essa é a história da família Rezes.


“Quando a gente chega na praça, já tem uma semana inteira de dedicação por trás”, comenta Seu Aldemar. “Ali o cliente vê o resultado. Mas o processo começa muito antes.”


A  construção de um empreendimento rural 


A Chácara Casa Velha não surgiu por acaso. Foi idealizada pela família Rezes como um projeto de vida. Ao longo dos anos, o que era apenas propriedade rural foi se transformando em marca, identidade e referência.


Cada produto ofertado na feira nasce de uma cadeia de cuidado que começa na preparação do solo, passa pelo plantio e manejo adequado, segue pela colheita no tempo certo e culmina na organização minuciosa para apresentação ao consumidor.


“Não é quantidade. É qualidade”, reforça Eliane. “A gente conhece cada etapa, cada detalhe. Isso faz diferença.”


A rotina da agricultura familiar exige disciplina e visão empreendedora. Não basta plantar; é preciso planejar, prever demanda, administrar custos, investir em melhorias e adaptar-se às condições climáticas e de mercado.


Nesse processo, a Prefeitura de Uruguaiana tem se tornado uma parceira muito forte.


A Diretoria de Agricultura, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, atua como parceira dos produtores locais, oferecendo suporte técnico, orientação e incentivo para que iniciativas como a da família Rezes cresça.


“Quando existe parceria, o produtor se sente valorizado”, destaca Seu Aldemar. “A gente sabe que não está sozinho. E sabe que se alguma coisa acontecer a gente pode chamar o pessoal da prefeitura para nos ajudar.”


Muito além da banca: a experiência rural como turismo 


Se na praça a família entrega qualidade, na Chácara Casa Velha eles entregam experiência.


O espaço também se consolidou como alternativa de lazer e turismo rural em Uruguaiana. Visitantes podem passar o dia vivenciando a rotina do campo, algo que, para muitos, tornou-se distante da vida urbana.


Ali é possível acompanhar os afazeres diários: tirar leite da vaca nas primeiras horas do dia, coletar ovos ainda quentes do ninho, observar o cuidado com os animais, participar do plantio e da colheita conforme a época do ano. Há espaço para piqueniques sob a sombra das árvores, para cavalgadas tranquilas e para a degustação da culinária típica da região preparada com ingredientes produzidos na própria propriedade.


“Queremos que as pessoas sintam o que é viver no campo”, explica Eliane. “Que tenham momentos de paz e tranquilidade com suas famílias e amigos.”

Essa proposta amplia o impacto da agricultura familiar, pois ela deixa de ser apenas produtiva e passa a ser cultural e turística. Torna-se ferramenta de educação alimentar, de valorização das raízes e de fortalecimento da identidade local.


Desenvolvimento que nasce da terra

A Feirinha da Praça, ao longo desses anos, atingiu uma elevação importante através de política pública eficaz de incentivo ao empreendedorismo local. Ao oferecer estrutura organizada, visibilidade e regularidade, colhemos a geração de renda, circulação de capital dentro do município e fomento da economia regional.


Mas talvez seu maior mérito seja humanizar o consumo.

Na feira, o consumidor olha nos olhos do produtor.

Pergunta sobre a colheita.

Escuta histórias.

Entende o processo.

Essa conexão gera confiança e amizade.


Enquanto a parte de Uruguaiana começa a despertar aos domingos, a família Rezes já carrega horas acumuladas de trabalho nas mãos. A banca montada na praça representa apenas a etapa final de uma cadeia que começa muito antes do sol nascer.


O sucesso da Feirinha da Praça não se explica apenas por organização e logística. Ele se sustenta em pessoas como Seu Aldemar e Eliane,  famílias que acreditam na terra, que transformam esforço em oportunidade e que encontram, na parceria com o município, o suporte necessário para continuar crescendo.


Uruguaiana colhe, aos domingos, o resultado de anos de uma história de dedicação.


E, no caso da família Rezes, colhe também a prova de que o desenvolvimento econômico começa no campo, com trabalho, com a agricultura familiar.


No ano em que Uruguaiana celebra seus 180 anos de história, escolhemos contar algumas histórias sobre a trajetória da nossa gente. E desta vez, foi a com o Seu Aldemar e Eliane, mãos que cultivam a terra, corações que acreditam no trabalho e pessoas que, todos os dias, ajudam a escrever, com simplicidade e dedicação, as páginas vivas que constroem e enaltecem a nossa cidade.


-⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣

📍Fonte: Prefeitura Municipal de Uruguaiana 

⌨️ Edição: Dario Carvalho / Rádio Charrua ⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣

📷 Foto: Thais Vieira / Secom PMU




Uruguaiana | 25/02/2026 | 17:44
 
 
 
Últimas notícias

 
Santos x Fluminense: onde assistir ao vivo, horário e escalações pelo Brasileirão
19/04/2026 | 11:29

Inter x Mirassol: onde assistir ao vivo, horário e escalações pelo Brasileirão
18/04/2026 | 23:34

Cruzeiro x Grêmio: onde assistir ao vivo, horário e escalações pelo Brasileirão
18/04/2026 | 13:49

Prefeitura de Uruguaiana instala novas paradas de ônibus em pontos estratégicos da cidade
18/04/2026 | 12:27

Rádio Charrua informa: obituário de Uruguaiana com registros de falecimentos
18/04/2026 | 11:45