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Por Vívian D’Avila Campodonico,
Psicóloga;
Especialista em Psicologia Clínica;
Psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos.
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Ainda é tempo de férias. Férias escolares, férias no trabalho. Algumas famílias se planejam por meses para esse período do ano.
Outras, são pegas desprevenidas, quando percebem já estão com os filhos em casa, sem aulas, sem professores, sem atividades extracurriculares, amiguinhos viajando... e agora?
Proponho essa reflexão após perceber a angústia que permeia muitas famílias nessa época do ano. A pergunta que se repete é: o que vamos fazer com as crianças? Como ocupá-las nesse período?
Me deparo com a ansiedade que se gera a partir do “nada para fazer”, do “não tem com quem brincar”, do ócio, do tédio, e da busca enlouquecida dos pais por inserirem os filhos em uma programação exaustiva (literalmente) em uma época que seria de descanso. Me questiono, então, sobre a capacidade dos adultos de tolerarem os vazios, as pausas, as faltas.
É comum, na clínica, nos depararmos com situações de elevação da ansiedade aos finais de semana e em períodos de diminuição das demandas laborais.
Entendo que desacelerar, viver o momento, pausar, são também caminhos para o sentir. Nem sempre o que sentimos é prazeroso, mas fala sobre nós e nos propicia amadurecermos, desenvolvermos habilidades para lidarmos com nossas emoções, desejos e frustrações.
Penso que antes de nos questionarmos sobre “o que fazer com nossas crianças” devemos nos perguntar o que nós, adultos, estamos fazendo com nossas emoções.
*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.
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◾️Fonte: Vívian D’Avila Campodonico / Psicóloga
⌨️ Editado por Dario Carvalho / Rádio Charrua
📸 Imagem: Vívian D’Avila Campodonico / Arquivo Pessoal