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Por Marion Pradella
Engenheira Agrônoma;
Arquiteta;
Especialista em Paisagismo e Meio Ambiente.
Como diferentes culturas moldaram o modo de projetar jardins, parques e espaços verdes até hoje.
A evolução do paisagismo ao longo da história está intimamente ligada às necessidades ambientais, sociais e espirituais de cada civilização.
A paisagem projetada é a identidade de um povo, onde o principal fator de transformação e influência do espaço natural em paisagem, são hábitos, costumes e características das diferentes culturas. Gerando uma intervenção no ambiente físico, onde mostra os valores, crenças, práticas e a identidade de um grupo social. Refletindo a relação da sociedade com a natureza e o mundo.
Na história nos mostra no Egito, Mesopotâmia e Pérsia, associavam os jardins à sobrevivência, ao poder e ao simbolismo religioso, determinando padrões formais de uso da água, criação de microclimas e organização geométrica que ainda influenciam o desenho de espaços contemporâneos.
Na Ásia, os jardins desenvolveram-se de forma filosófica, com princípios estéticos e simbólicos, diferentes que refletem as crenças religiosas e culturais.
A paisagem era como uma extensão da natureza. Rochas, espelhos d’água, bambus e composições assimétricas, privilegiando a contemplação e a integração entre ser humano e ambiente.
A composição orgânica e uso de vazios como representação da paisagem natural, no paisagismo mundial conceitos de composição orgânica, uso de vazios e representação da paisagem natural, integrando-se na arquitetura paisagística moderna.
A cultura greco-romana (culturas da Grécia Antiga e de Roma Antiga), tem como marco de mudança, integrar a paisagem à vida urbana. Enquanto os gregos mostraram jardins como espaço público e local de encontro, educação e filosofia, os romanos incluíram pátios internos em residências e entidades, como também parques e complexos conectando a engenharia da água, como: aquedutos, fontes e sistemas de drenagem. Consolidando planejamento e gestão ambiental na estrutura urbana.
Na contramão da rigidez clássica, o paisagismo inglês estabelece o movimento naturalista, com caminhos sinuosos, conjunto de vegetais irregulares e espelhos d’água em forma de lago, projetados e com aparência espontânea. Influenciando diretamente os grandes parques urbanos do século XIX, numa estética romântica, criada pelo considerado pai do urbanismo Frederick Olmsted, onde usou desses princípios na criação do Central Park em New York, considerando promover a saúde pública, recreação e bem-estar social, fundamentais do paisagismo moderno.
Entra o século XX e XXI com paisagismo interdisciplinar, com ecologia, engenharia, arte e tecnologia, onde Roberto Burle Marx consolidou a importância das espécies nativas, importância da leitura dos biomas e integração entre arquitetura e vegetação. Projetos atuais dando importância e prioridade nas estratégias de sustentabilidade, drenagem urbana, telhados verdes, jardins filtrantes e restauração ecológica.
O paisagismo contemporâneo não é apenas a soma de estilos, mas uma evolução contínua que reafirma a paisagem como infraestrutura vital para as cidades e para a qualidade de vida humana.
*A opinião expressa neste artigo é de inteira responsabilidade do autor e/ou assessoria de imprensa.
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◾️Fonte: Marion Pradella / Engenheira Agrônoma e Arquiteta
⌨️ Editado por Dario Carvalho | Rádio Charrua
📸 Imagem: Marion Pradella/ Arquivo Pessoal