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Investigada: Ex-secretária de Canoas é indiciada por maus-tratos e eutanásia em massa de cãe e gatos
 

A Polícia Civil indiciou a ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas Paula Lopes pelos crimes de maus-tratos a animais, falsidade ideológica e associação criminosa. Paula é investigada por ter realizado eutanásias em massa em cães e gatos dentro da secretaria no período em que esteve à frente da pasta, entre janeiro e agosto deste ano.


A conclusão da delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, é de que muitos animais levados à secretaria eram mortos sem necessidade.


A prática de eutanásia é aceita no meio veterinário apenas em casos em que não há cura para doenças. Os policiais entendem que os altos números registrados nos últimos meses — quase 500 — indicam a prática do crime de maus-tratos.


— A gente chegou à conclusão de que efetivamente havia, de forma sistemática, eutanásias realizadas sem critério dentro da Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas. Ela (a investigada) escolhia o cão que ficaria vivo e o cão que iria ser eutanasiado — afirma Luciane.


Segundo o relatório, os objetivos de Paula eram baratear custos de tratamentos e abrir espaço para acolher mais animais, como forma de alavancar resultados dentro da secretaria.


— O que se queria naquela gestão era realmente buscar números: maior número de atendimentos, maior número de consultas, maior número de procedimentos. Para fazer isso, havia necessidade de uma abertura de espaços para então chegar aos números que se queria.


Ao longo dos últimos dois meses, 30 testemunhas foram ouvidas.


— A análise da prova testemunhal e documental indica que, muitas vezes, a única solução dada pelo órgão ao tutor do animal era a eutanásia e não o tratamento — aponta a delegada.


Segundo a polícia, as investigações do caso continuam mesmo após o indiciamento. O foco agora será a atuação da ex-secretária como protetora na sua ONG. A polícia não está revelando detalhes sobre essas investigações. Paula Lopes está em liberdade.


Eutanásias eram ocultadas

A investigação apontou ainda que o número de eutanásias praticadas na gestão de Paula era maior do que o registrado oficialmente. Um caderno entregue à polícia e usado por uma ex-funcionária indica que foram 478 mortes entre janeiro e julho. Dados oficiais fornecidos pelo sistema de informações da prefeitura apontam para 450 casos.


— Primeiro, nós percebemos um número muito discrepante com relação a 2024. Em 2024, um ano de enchente, foram um pouco mais de 300 eutanásias realizadas pela Secretaria de Bem-Estar. Já o ano de 2025 contabiliza quase 500 eutanásias até agora. Houve realmente uma omissão proposital desses números — explica a delegada.


Pela omissão de dados, a ex-secretária irá responder por falsidade ideológica.


Conforme a delegada, nenhum documento com registros de 2025 estava na secretaria e nada pôde ser apreendido. A polícia suspeita que os materiais foram descartados.


Outros dois indiciados

Além de Paula Lopes, estão sendo indiciadas outras duas pessoas, que não tiveram os nomes divulgados pela polícia:


Uma veterinária da secretaria, apontada como responsável por autorizar as eutanásias


O ex-companheiro de Paula, apontado como ajudante e braço direito da ex-secretária.


Enquanto a veterinária responde pelos mesmos três crimes que Paula (maus-tratos, falsidade ideológica e associação criminosa), o ex-companheiro foi indiciado por associação criminosa.


— Ele era uma figura frequente, dentro da secretaria, o braço direito da gestora. Ele, inclusive, instalou câmeras internas e externas na secretaria, justamente para que ela pudesse ter a visão de tudo que acontecia ali dentro — relata a delegada Luciane Bertoletti.


Uma quarta pessoa era investigada: uma mulher que possuía um sítio, que servia de abrigo para animais adotados por Paula. A polícia entendeu que ela não possui envolvimento nas práticas realizadas dentro da secretaria.


"Vou confirmar para todo mundo que tu matas cachorros"


O inquérito entregue à Justiça possui mais de 300 páginas. Nele constam todos os depoimentos dos investigados e de testemunhas que trabalharam com Paula Lopes ou que deixaram animais na secretaria.


Muitos relatos revelaram que Paula ordenava a eutanásia em animais doentes ou que apresentavam comportamentos agressivos. Em um dos casos, revelado por Zero Hora, um pitbull foi morto após atacar um cuidador.


Outros depoimentos apontam que a investigada se comprometia a cuidar de animais resgatados por protetores, mas, em determinado momento, deixava de responder mensagens. Depois, os tutores descobriam que os bichos haviam sido sacrificados.


O documento revela ainda que Paula entrou em conflito com pessoas de sua confiança por conta destas atitudes. A reportagem teve acesso a uma conversa dela com a proprietária do sítio que acolhia animais registrados com a ex-secretária. Nesses casos, não havia uma ligação direta com a prefeitura, mas sim com a ONG Instituto Paula Lopes.


Na conversa, a dona do sítio cobra de Paula um retorno para uma outra pessoa que havia deixado um cachorro sob seus cuidados. Ele tinha lesão em uma das patas.


"Certamente se morreu é pq mataram. E aí vou confirmar pra todo mundo que tu mata os cachorros. Era só tira a pata", escreve a dona do sítio.


Contraponto

A reportagem busca contato com a defesa dos investigados. O espaço está aberto para manifestação.


O que diz a defesa da ex-secretária Paula Lopes


Então, mais uma vez a defesa foi pega de surpresa, sem ter sido notificada ou acesso integral aos autos! O conhecimento acerca dos fatos para esse defensor é sempre através da imprensa!


Gilson R. R. de Araújo

OAB/RS 138018


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◾️ Fonte: Guilherme Milman e Pâmela Rubin Matge / GZH

⌨️ Edição: Dario Carvalho | Rádio Charrua⁣

📸 Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS




Policia | 28/10/2025 | 09:01
 
 
 
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